Andrea Dovizioso será o campeão da temporada 2019.

Desde o início da “Era Gigi Dall’igna” estamos vendo o equipamento Ducati crescer a cada ano. Lamento profundamente o time italiano ter deixado Jorge Lorenzo partir, mas vimos o show que poderia acontecer no decorrer de 2019 e 2020 com ele montado na desmo. Em 2018 bastou Jorge acertar a moto ao seu gosto que vimos um “estrago” fora do normal começando em Mugello. Estávamos acostumados a ver a Desmo crescer apenas na segunda etapa da corrida, aí vem Lorenzo e ganha de ponta a ponta quebrando padrões e paradigmas até então existentes na casa italiana. Sorte que há um monstrinho crescendo degrau por degrau nos boxes da Pramac.

Pecco Bagnaia.

No lado da Honda temos os seus pilotos oficiais vindo de lesões com um processo de recuperação chato. Marc após a cirurgia disse durante os testes em Sepang que se sente bem, até consegue ser rápido mas apenas por poucas voltas, tanto que teve um programa reduzido em comparação aos demais pilotos. Jorge Lorenzo que machucou a mão não tem o costume de forçar vindo de uma recuperação, pelo menos vem sendo assim depois que chegou na casa dos 30 anos, ele mesmo afirmou que não se sente favorito. Outro ponto é que o Jorge não terminou totalmente seu programa de adaptação ao equipamento Honda, perdendo três dias muito importantes em Sepang. Até a metade da temporada talvez veremos os dois pilotos andando forte, mas há muitos outros poréns que não quero citar… rs

Saindo da Honda entramos na Yamaha e seu dilema do sobreaquecimento e desgaste prematuro dos pneus. Equipe com muitas contradições, onde um engenheiro pede desculpas publicamente por ter errado no projeto e acaba sendo afastado das suas funções. Não sei, talvez o rapaz feriu a honra yamahaníaca. Aparentemente a equipe se saiu bem nos testes em Sepang, mas será que realmente vão crescer na temporada ou vão “morrer na praia” no retorno das corridas à Europa como vem acontecendo nos últimos três anos? Não vejo milagre no baião onde o feijão está azedo.

Por mais que Dovizioso não seja um top rider como Marc Márquez, Jorge Lorenzo, Valentino Rossi e outros extra-classe que comumente vemos, ele se destaca por ser metódico e pé no chão, um bom e velho “come quieto”. E outra, Dovi tem uma moto que anda sozinha(como sempre brinca o amigo Hiroshi).

Longe de estar querendo dizer que Dovizioso precisa do azar alheio(ou falta de competência dos concorrentes) para ser campeão, mas o MotoGP é um jogo de xadrez, basta lembrarmos do saudoso Hayden que foi campeão em 2006 com apenas 5 pontos de diferença para o todo poderoso do período que era Valentino Rossi com sua Yamaha endiabrada. Enfim, ouso afirmar que Dovizioso será campeão da temporada de 2019.

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