As principais inovações tecnológicas do MotoGP para 2019

O Maniamoto “arrebenta o suspensório” e traz para o leitor do Blog as principais e polêmicas evoluções tecnológicas reveladas na pré-temporada e na prova do Catar do MotoGP.

Figura I – Nova carenagem Honda (RC213V de Crutchlow)

Com toda a potência extra que a Honda tem este ano, juntamente com um novo chassis (para tirar um pouco da carga do pneu dianteiro), faria sentido que pudesse haver outra atualização aerodinâmica também. Com relação a esse dispositivo, o chefe da Ducati Corse – Gigi Dall’Igna – insinuou protestar contra este design específico de carenagem devido a mudança de forma que ocorre durante a corrida, funcionando com um apêndice móvel.

 

Figura II – Tampa do disco frontal da Ducati GP19.

Figura III – Defletor da Ducati GP19

O controverso conjunto aerodinâmico da Ducati — tampas dianteiras e o defletor — estão relacionados, porque foram sempre montados juntos na moto e nunca em separado. Na raiz do debate do “aerogate” está o fato de que a Ducati afirma oficialmente que o spoiler é para esfriar o pneu traseiro, enquanto os outros fabricantes estão convencidos que gera uma downforce, que é explicitamente proibida pelas diretrizes de Danny Aldridge. Naturalmente a maioria das peças em uma motocicleta tem efeitos primários e secundários. Assim, aguardaremos a decisão do Tribunal que deverá ocorrer antes do GP da Argentina.

 

Figura IV – Braço oscilante de carbono na moto de Marc Marquez, com o duto de resfriamento do freio traseiro

Sinaliza que Márquez usa muito o freio traseiro. Um disco de freio ventilado, pastilhas de freio com nervuras de resfriamento e ar direcionado à pinça para resfriamento. A mola de retorno da alavanca do freio colorida sugere que pode haver diferentes tipos de mola para dar a Márquez uma sensação diferente.

 

Figura V – Dispositivo de Holeshot na Ducati Desmosedici GP19 de Andrea Dovizioso.

Esta é a alavanca “wingnut” que opera um cabo que desaparece na parte de trás da Ducati. Lá, faz algo para na parte traseira, que ajuda nos arranques. Está em uso desde Motegi no ano passado, mas o que ele faz precisamente – além de manter a traseira estável e manter a moto “plana” durante a largada – é um mistério.

 

Figura VI – Nova carenagem Yamaha YZR-M1 na moto de Maverick Viñales (Valentino Rossi também usou na qualificação)

A Yamaha pode estar usando esta construção aerodinâmica biplana para tentar melhorar a estabilidade, especialmente no movimento para a esquerda e para a direita.

 


Figura VII – Nova carenagem da Yamaha YZR-M1 na moto de Maverick Viñales

O uso extensivo da aerodinâmica torna a potência do motor realmente importante. O excesso de potência que não era útil agora pode ser usado novamente para ganhar tração. Em outras palavras, estamos nos movendo para onde a F1 está há anos: “sacos” de potência que podem ser convertidos em tração. Isso vai contra a filosofia básica da Yamaha de manipulação e velocidade em curvas. Isso também pode explicar por que eles têm tido tantos problemas nos últimos anos. O pico de potência sempre esteve baixo na lista de prioridades da Yamaha. Que o Rossi não nos ouça…

 


Figura VIII – Escape Aprilia RS-GP

As fábricas usam diferentes projetos de exaustão para tentar gerenciar a potência do motor e a potência liberada por ele. Mas, às vezes, um novo escape também é o resultado de um braço oscilante de forma diferente, ou de um chassi ou de uma suspensão diferente. A embalagem pode ser extremamente complexa e uma ciência em si mesma.