Dall’Igna: Triste com a corrida, feliz com o campeonato.

Gigi Dall'Igna

Três corridas pelo campeonato e apesar dos pesares a equipe está na liderança do campeonato, mas ainda assim ele tem dúvidas em saber o porquê da GP18 brilhar no Qatar, levando-o ao lugar mais alto do pódio, mas depois sofrer na Argentina e no Texas.

Partilhando da mesmo posicionamento do piloto Dovizioso, o diretor geral Gigi Dall’Igna também não está satisfeito: “Não posso estar feliz com esta corrida”, comentou logo após o evento de Austin.

Gigi é autocrítico, mas sem esquecer o que o início da temporada de 2018 trouxe.

“Estamos liderando o campeonato, mas o importante é que no ano passado estávamos muito mais ocupados correndo contra o tempo. Com um início melhor, penso que o Dovi poderia ter incomodado Valentino durante a corrida, mas mesmo assim isso me deixa otimista para o futuro e estou satisfeito com o campeonato”.

Agora que a MotoGP retorna à Europa, a equipe precisa estar pronta para os próximos desafios, resolvendo também as questões contratuais, já que Andrea parece um pouco irritado com o comportamento da Ducati neste ponto.

“Como em todos os contratos importantes, precisamos encontrar a melhor solução possível para ambas as partes. Estamos conversando, mas não há assinatura ainda, mas estou otimista”.

Talvez ele seja menos otimista em relação a Lorenzo, que ainda não consegue encontrar o caminho no mundo vermelho.

“Precisamos refletir sobre a situação do Jorge”.

É melhor olhar para Jerez, uma pista que não é muito favorável para a Ducati, mas que Lorenzo chegou ao pódio no ano passado.

“Nos testes de Inverno, Dovizioso foi mais rápido do que o Jorge naquela pista –  recorda Dall’Igna – Vamos a Jerez com confiança, apesar de não termos nada de novo para a corrida, estamos trabalhando arduamente mas acho que não seremos capazes de trazer algo novo para a pista antes de Mugello”.

A sensação é que a GP18 ainda tem espaço para melhorias, apesar de Honda e Marquez parecerem muito fortes.

“No ano passado eles começaram pior, mas também estávamos lutando mais. Encontramos competitividade em Mugello, eles em Barcelona. Agora ambas cresceram: parece bom”.