Ducati e Dovizioso comendo pelas beiradas.

Se vimos uma Ducati polêmica em 2016 ao colocar em uso as tais asas aerodinâmicas nas laterais da carenagem, em 2019 agora vemos eles tentando usar princípios do “efeito solo” ao usar apetrechos aerodinâmicos na roda dianteira direcionando ar para um defletor na balança da roda traseira, tudo isso com a singela desculpa de que é para resfriar o pneu.

Mas o intuito não é abordar esse já batido assunto, e sim falar do retrospecto de Andrea Dovizioso em 2017, 2018 e 2019 nas quatro primeiras corridas.

Dovizioso cumprimenta Marc após a vitória no Qatar – 2019

Em 2017 Dovizioso nas primeiras quatro corridas alcançou 41 pontos, sendo 20 no Qatar, 0 na Argentina, 10 Austin e 11 em Jerez. Com um começo modesto assim ninguém imaginava que ele iria disputar diretamente o título com Marc Márquez na temporada, já que Viñales teve um começo de temporada explosiva com duas vitórias seguidas chegando a deixar Marc de orelhas em pé.

2017(primeiras quatro corridas;Qatar/Argentina/Austin/Jerez):

Maverick: 60p / Marc: 58p / Dovi: 41p

Em 2018 saindo totalmente do anonimato vimos Dovizioso se tornar uma estrela do MotoGP. Começou o campeonato com uma ótima vitória no Qatar, mas para quem queria disputar novamente o título e acabar ficando fora dos pódios da Argentina(6º) e Austin(5º), também não há muito o que falar do abandono em Jerez após o famoso capote triplo. Se o conjunto Dovi e Ducati falhou em corridas importantes onde os pontos podiam fazer falta lá na frente, Marc foi impiedoso, tomou do Dovi no Qatar, ok… na Argentina vimos aquela corrida maluca, mas em Austin e Jerez vimos a supremacia no ET93 com duas vitórias seguidas.

2018(primeiras quatro corridas;Qatar/Argentina/Austin/Jerez):

Marc: 70p/ Zarco: 58p /Maverick:50p / Iannone: 47p / Dovi: 46p

Em 2019 Dovizioso começou sem tanta badalação, o fato é que Marc foi campeão por antecipação em 2018. Repetindo a dose da temporada passada vimos Dovizioso abrir os jogos vencendo novamente no Qatar, na Argentina foi possível ver grandes avanços já que o piloto italiano conseguiu subir ao pódio ao terminar em terceiro(16p). Em Austin mesmo com o abandono do grande favorito Marc mais uma vez Dovizioso terminar fora do pódio com a quarta colocação, sem o abandono de Marc provavelmente teríamos visto Dovi terminando em quinto, repetindo o resultado de 2018. Em Jerez, mais uma vez vimos Dovi fora do pódio ao  terminar em quarto mesmo tendo a possibilidade ter apertado Viñales nas últimas voltas.

2019(primeiras quatro corridas;Qatar/Argentina/Austin/Jerez):

Marc: 70p / Rins 69p / Dovizioso: 67p

O fator regularidade será ainda muito mais importante nessa temporada, o abandono de Marc em Austin foi “saudável” para o campeonato, mas não dá para brincar com o espanhol, nos seus retrospectos quando há abandono em uma corrida ele vem e vence em outra, diferente do Dovi que abandonava em uma e conseguiu uma terceira, quarta ou quinta posição, fora que muitas vezes o equipamento falhava em determinados circuitos por não favorecer os tais pontos fortes da Ducati.

Fora isso há outro efeito surpresa que é Rins muito bem entrosado com sua GSX-RR, Rins vem provando da mesma água que Dovi, venceu uma, ficou fora do pódio em duas mas conseguiu uma segunda colocação ótima em Jerez para mostrar que está de prontidão para pegar o lugar de Dovizioso como anti-marc.

Rins após sua vitória em Austin – 2019

É isso, méritos de quem termina as corridas, mais méritos ainda de quem sempre sobe ao pódio. Jamais esqueçam o que aconteceu em 2015, a regularidade fez mágicas naquele ano para o “velho leão”, pena que resolveu chutar o balde, digo, o Marc! rs

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