Na Ferrari cortam cabeças, na Yamaha apenas braços.

Já faz dois anos que a Yamaha está caminhando de forma errada na luta pelo título mundial de MotoGP, não é novidade para ninguém que as motos de Iwata são muito sensíveis a fatores que não dependem apenas de ajustes humanos (asfalto, clima, etc), e considerando o nível que a competição se encontra não é permitido erros, em face do que presenciamos com o talentoso Marc Marquez e o progresso da poderosa Ducati.

Sejamos claros: a M1 ainda permanece competitiva em muitas situações, mas eles acabam perdendo muitas vezes 2 ou 3 décimos que os impedem de lutar regularmente pela vitória ou fazer visitas frequentes aos pódios.

Uma situação que é obviamente considerada muito frustrante para Valentino Rossi e Maverick Vinales que, mesmo tendo terminado em terceiro e quarto no campeonato, gradualmente pressionaram os engenheiros japoneses responsáveis ​​pelo desenvolvimento do motor 4 cilindros em linha.

Tanto que, quase sem precedente algum vimos na Áustria um pedido público de desculpas do líder do projeto M1, Kouji Tsuya .

Um pouco depois, frio, analisou: “É verdade que este ano tem sido muito difícil para nós. Os problemas eram grandes. Aceleração em curvas lentas foi o principal problema, mas também desaceleração, frenagem e curvas. A característica do nosso motor, especialmente nas curvas, é que ele era agressivo. Foi difícil para nós gerenciar o desgaste e sobreaquecimento dos pneus. Após a entrada do software exclusivo vimos um grande retrocesso em muitas áreas, como mapeamento, antiderrapagem, anti-wheelie e frenagem de motor. Atualmente, estamos testando no Japão e temos alguns pontos positivos. Tenho certeza que melhoramos a moto do ano passado, especialmente em termos de motor e aceleração. Nosso objetivo para o próximo motor é torná-lo mais suave, sem perder a velocidade máxima”.

Ao falar em público sobre o erro, o engenheiro(Kouji Tsuya) foi deposto do programa de Inverno para a temporada 2019, embora na realidade sua posição era sob a responsabilidade direta de Kouichi Tsuji, Diretor de Desenvolvimento na área de esportes mecânicos.

Não podemos deixar de traçar um paralelo com a equipe de Fórmula 1 da Ferrari, onde o gerente da equipe, Maurizio Arrivabene, italiano, foi colocado para fora da equipe por ter “apenas” terminado a temporada 2018 em 2º lugar. Outro campeonato, outro país de origem, outra cultura e outros costumes… mas sem dúvida que um fusível acaba de queimar no Japão.

Foi este o melhor caminho para o M1 lutar pelo título de novo? Seria presunçoso ter alguma opinião sobre o assunto …

De acordo com nossas informações, Kouji Tsuya  deixou seu lugar para Takahiro Sumi, um engenheiro até então responsável pela equipe de testes.

Takahiro Sumi – Yamaha

Será isso o suficiente para permitir que a Yamaha almeje um novo título mundial em 2019, e por que não o 10º de Valentino Rossi? Ninguém obviamente tem a resposta e todos esperam os primeiros testes em Sepang com a maior impaciência do mundo.

Fluxograma de cargos e funções dentro da Yamaha

Matéria originalmente traduzida do site PaddockGP