O que aconteceu com as Yamahas?

Eles tinham três pilotos nas três filas da frente, Fabio Quartararo na primeira fila, com Franco Morbidelli e Maverick Viñales atrás dele. Mas todos os três saíram da fila e acabaram indo para trás.

Para Quartararo, foi uma experiência de aprendizado. Embora ele tivesse começado na primeira fila do grid, ele logo se viu em oitavo. E lá, se deparou com uma situação que não havia se preparado — o superaquecimento do pneu dianteiro e a pressão aumentando, tirando a sensação da frente e dificultando a virada da moto. “Infelizmente, a pressão do pneu dianteiro ficou muito alta, a temperatura do pneu também estava alta, então eu lutei desde as primeiras voltas, e no final eu não conseguia virar, nem encontrar a sensibilidade da frente na pista, disse o francês.

O problema era que ele não tinha passado tempo tentando andar atrás de outros pilotos, disse Quartararo. “Durante o final de semana, nunca andamos atrás de ninguém, e a temperatura e a pressão aumentaram muito desde o início, e nas últimas voltas foi muito difícil controlar os pneus. Então, sim, esperávamos ficar muito melhor nesta corrida, mas fizemos P10, temos seis pontos e mal posso esperar pela próxima”, disse Quartararo aos repórteres.

A correção é relativamente simples, o francês disse: “Sim, eu prefiro andar sozinho, mas eu deveria andar com os outros pilotos durante o fim de semana. Nós vimos muitos pilotos como Marc ontem, ele estava andando atrás do Dovi. Ele sabe andar atrás de outros pilotos e eu acho que é bom saber também a temperatura e a pressão dos pneus.”

Futuro da Yamaha?

Maverick Viñales e Valentino Rossi foram muito mais sombrios. Suas mensagens? Nada mudou desde meados de 2016, a última temporada em que a Yamaha foi verdadeiramente competitiva. A moto tem um motor melhor que do ano passado, mas os outros fabricantes deram um passo maior.

Rossi insinuou que não houve desenvolvimento suficiente durante a temporada. A Yamaha começou a temporada forte no primeiro semestre do ano, perdendo apenas quando os outros fabricantes separaram as partes que funcionavam melhor, e encontraram um cenário que realmente funcionava.

Onde está a culpa? Muitas das redes sociais apontam a culpa para a Lin Jarvis e para a Yamaha Motor Europe. Mas parece que a verdadeira questão está de volta ao Japão, onde o desenvolvimento não está indo rápido o suficiente para consertar os problemas enfrentados pelos pilotos da Yamaha. Isso é algo que a organização europeia tem pouco controle. Mas, novamente, talvez a organização européia não esteja conseguindo mostrar o suficiente a Yamaha do Japão onde está o problema.