Takeo Yokoyama fala sobre os progressos da Honda RC213V.

Takeo Yokoyama RC213V

O desempenho da Honda RC213V 2018 não tem nada a ver com o das outras temporadas. Com a introdução da central eletrônica única, em 2016, a marca da asa dourada começou a sofrer. Seu software proprietário era muito mais avançado para as necessidades do protótipo e levou tempo e esforço para encontrar o caminho de volta. Marc Márquez sempre falava que a equipe teve problemas com aceleração e perderam muito em relação aos rivais. Agora, Takeo Yokoyama, diretor técnico da HRC, faz uma avaliação técnica do desempenho da moto.

“O que melhoramos é a aceleração. Eu acho que ao longo dos anos nós ficamos muito para trás a esse respeito em comparação com outros fabricantes. Somos a Honda e não podemos perder. Então decidimos fazer um grande esforço.” admitiu o gerente japones durante o Grand Prix em Brno Apesar de ter recuperado uma certa distância da concorrência, há ainda algum caminho a percorrer:“Nós não atingiram o mesmo nível de outras marcas e vamos”. A Ducati, que tem uma vasta experiência com a eletrônica Magneti Marelli, é uma das marcas que obtém mais tração, seu desempenho em condições de baixa aderência e em grandes circuitos de aceleração, como Brno e Áustria, confirmam isso.

Pontos fortes e fracos da Honda 2018

A desvantagem dessa melhora é que eles perderam força em outros aspectos da moto: “Aceleração e o desempenho do motor, dependendo da maneira de usar os pneus às vezes é necessário sacrificar um pouco de agilidade, estabilidade e facilidade de controle da moto. Claro que teria sido melhor ter uma melhor aceleração sem desistir de nada, mas as coisas não são tão simples assim. Tentamos compensar e pelo menos estar em igualdade de condições nos setores em que perdemos este ano”.

MotoGP é um esporte de adaptação. Durante a era Brigdestone, era essencial ter uma boa sensação com o pneu dianteiro para aproveitar a excelente aderência oferecida, característica essa que era muito bem aproveitada pela Yamaha durante sua época de ouro. Na época da Michelin, as marcas precisam se adaptar a outro estilo de pilotagem e priorizar os aspectos que os ajudam a ir mais rápido. “É sempre assim, é como uma barganha: você ganha alguma coisa, mas você tem que perder outra e no meio da temporada você tenta recuperar o que perdeu”, concluiu Takeo Yokoyama.
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Matéria originalmente traduzida do site Tuttomotoriweb.com